Não é a primeira vez, nem seguramente será a última, que me perguntam porque é que eu gostava mais de viver na terra. Isto, claro, porque eu estou sempre a dizer que quando tiver dinheiro suficiente, ou se não coseguir um futuro em Lisboa, ou se conseguir trabalho lá perto, então que não penso duas vezes e mudo-me para lá. É verdade, eu quero deixar a cidade, e todas as suas regalias, por uma vida campestre. E antes que pensem que sou doida, sigam o meu raciocínio. No campo a vida é mais calma e tranquila, não há carros - pelo menos, não muitos - nem o barulho deles; todos os dias acordamos com o cantar dos pássaros e o correr do rio; não há poluição; as pessoas normalmente metem-se na nossa vida, e eu sei que isso é mau, mas ao menos sabemos minimamente quem elas são e não é tão assustador como quando alguém com mau aspecto mete conversa connosco no autocarro; não há transportes públicos, mas podemos andar de bicicleta ou, se tivermos carro, ao menos não gastamos dinheiro em combustível; não há muitas lojas, a não ser de coisas essenciais e há sempre merceantes que vêm às aldeias vender os seus produtos, por isso não se deve gastar muito dinheiro; certamente que também não passamos fome, porque só temos que semear (se soubermos), comprar alguma carne, tipo gado ou galinhas, ou pescar no rio de vez em quando; e finalmente, se nenhuma das razões que vou dei vos ajuda a convencerem-se de que a minha decisão é completamente sã, vejam só o que eu vejo todas as manhãs pela janela do meu quarto!
domingo, 11 de março de 2012
Antes da Ameixa
Não lhe consegui aranjar nome melhor depois da Cameleira em Flor. Esta foi uma das fotos que mais me custou a tirar, mas uma das que ficou melhor. Regra geral, as ameixoeiras florescem a partir de Março/Abril dependendo do clima, muito antes das cerejeiras. Quando vi as flores da que nós temos atrás da garagem lá na terra, fui logo a correr buscar a máquina. Depois de algum tempo a tentar focá-la, foi este o resultado. É uma das minhas fotos favoritas e estou seriamente a pensar em emoldurá-la.
Camélia a Florir
Lá no jardim da nossa terra, temos um jardim que, se tivesse dependido só da minha mãe, estaria hoje cheio de roseiras. Mas, como a minha avó não se iria calar, ela lá plantou duas cameleiras, uma de cada lado da porta. Tinha acabado de chover e, como faço sempre que lá vou, agarrei na máquina e pus-me a tirar fotografias. Esta calhou.
O Fim do Arco-Íris
Para quem não acredita nas lendas do arco-íris, estejam descansados que eu também não (pelo menos não acreditava até áquele dia). Esta foto foi tirada no mesmo dia que a anterior - Vem aí Tempestade - mas à saida de Lisboa. Este arco-íris seguiu-nos durante toda a viajem de três horas e, quase na nossa meta, juntou-se-lhe um segundo. Mas esse já não consegui fotografar. Seja como for, minutos depois de ter aparecido o segundo arco-íris, vemos-lhe - e estou a falar a sério - o final, e sabemos que era o final por que, a partir desse ponto, nenhum deles se moveu mais, tanto que até passamos por baixo dele. Se acreditarem nesta história, de nada vos vai valer. Se não acreditarem, é na mesma uma boa história, não?
Vem aí Tempestade
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