domingo, 11 de março de 2012

Da Minha Janela



Não é a primeira vez, nem seguramente será a última, que me perguntam porque é que eu gostava mais de viver na terra. Isto, claro, porque eu estou sempre a dizer que quando tiver dinheiro suficiente, ou se não coseguir um futuro em Lisboa, ou se conseguir trabalho lá perto, então que não penso duas vezes e mudo-me para lá. É verdade, eu quero deixar a cidade, e todas as suas regalias, por uma vida campestre. E antes que pensem que sou doida, sigam o meu raciocínio. No campo a vida é mais calma e tranquila, não há carros - pelo menos, não muitos - nem o barulho deles; todos os dias acordamos com o cantar dos pássaros e o correr do rio; não há poluição; as pessoas normalmente metem-se na nossa vida, e eu sei que isso é mau, mas ao menos sabemos minimamente quem elas são e não é tão assustador como quando alguém com mau aspecto mete conversa connosco no autocarro; não há transportes públicos, mas podemos andar de bicicleta ou, se tivermos carro, ao menos não gastamos dinheiro em combustível; não há muitas lojas, a não ser de coisas essenciais e há sempre merceantes que vêm às aldeias vender os seus produtos, por isso não se deve gastar muito dinheiro; certamente que também não passamos fome, porque só temos que semear (se soubermos), comprar alguma carne, tipo gado ou galinhas, ou pescar no rio de vez em quando; e finalmente, se nenhuma das razões que vou dei vos ajuda a convencerem-se de que a minha decisão é completamente sã, vejam só o que eu vejo todas as manhãs pela janela do meu quarto!

1 comentário:

  1. Maravilhosa! Grandes razões para se mudar para o campo e eu também sinto a necessidade de sair da cidade e ir para lá... A vida mais simples, o ar puro, a Natureza... Eu lá me vou contentando com o nosso Monsanto, mas admito, é mesmo necessário termos um pouco de Natureza perto de nós, senão não imagino estar cercada pelo sufoco citadino sem intervalos.

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