sexta-feira, 10 de março de 2017

Narnia por aqui???

Quem é que não viu ou leu As Crónicas de Narnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa de C.S.Lewis? A história tornada imortal pela Disney  tornou-se de tal forma um sucesso que várias das suas cenas mais simples tornaram-se iconicas (apesar de já o serem para quem lera os livros antes do filme).
Onde quero chegar com esta história? Bom, há cerca de duas semanas atrás, fui a Sintra com uma amiga visitar o parque da Pena. Fomos de propósito para visitar o Chalet da Condessa, ou a Casa do Regalo como também era conhecido. Desde que abrira ao público que já tínhamos marcado, desmarcado e remarcado a visita ao pequeno retiro vezes sem conta. Desta vez, farta de rabiscar a minha agenda, decidimos que seria agora ou nunca.
Ora, a caminho do Chalet, quem já o fez sabe que temos várias estradinhas tanto em basalto como de terra batida, e que tudo está muito dentro do estilo do resto dos parques de Sintra: os jardins sempre num estilo selvaticamente desenhado, uma paisagem de floresta virgem de um conto de fadas mas que assim foi criado por mãos humanas, sendo tal precisamente o caso do parque.
Enquanto exploravamos os caminhos que nos levariam mais rapidamente ao Chalet, a conversa entre nós fluia cheia de comparações entre a paisagem que apreciavamos e as das grandes obras literárias que tínhamos lido nos tempos de escola e fora dela. Referências a Eça de Queiroz, Camões, Fernando Pessoa e, num universo mais internacional, Lord Byron, J.R.R.Tolkien e Lewis Carroll. Vários dos elementos de íam surgindo à nossa frente lembravam-nos possíveis cenário do Alice no País das Maravilhas, como a casa do coelho branco, a clareira do chá entre o Chapeleiro e a Lebre, Bagend e a cidade dos Elfos. Mas da mesma que Carroll brilhava neste pequeno recanto do mundo, eu lembrava-me de um outro autor, tão fantástico em estilo como eles e não tão conhecido (penso eu) em Portugal: C.S. Lewis, o grande amigo de Tolkien e autor das Crónicas de Nárnia.
O cenário da barreira entre Nárnia e o nosso Mundo, a entrada para o conto de fadas, o ponto onde o racional e o imaginário se cruzam, o candeeiro surgiu tanto na minha cabeça como no caminho que descia do Palácio para o Chalet. Foi o primeiro marco de tecnologia depois de deixar a parte mais urbanizada do parque, um lampião marcando a descida para um mundo fantástico bem no seio do racional. Nada melhor para iluminar a entrada para um novo mundo e uma nova era.

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